AJA!

Todos nós sabemos que nada vem de graça, salvo raríssimas exceções dos abençoados em berço de ouro: conquistar um determinado cargo, ganhar X kgs de músculo, correr Y kms em Z minutos, tocar um instrumento – seja de forma erudita, seja de forma popular, falar melhor, postura, etc. Tudo é consciência e estudo.

Nenhum bodybuilder é somente genética, nenhum cientista é somente cérebro: há um conjunto forte de esforços em todas as direções. A resistência mental, no fundo, é a chave para ambos. A quanto eles querem êxito no que fazem, já que sucesso, muitas vezes, é uma palavra vazia.

O que a sociedade tem tentado durante décadas é separar o indivíduo. Ele não pode ser um bom músico, um bom lutador, um bom matemático de forma concomitante. É como se a vida fosse algo totalmente exclusivo, pequeno demais para nossas mentes e corpos. Balela.

Algumas pesquisas dizem que requer cerca de 10000 horas para o cara ficar BOM, REALMENTE BOM em algo. Dividido por 8hrs diárias, dá 1250 dias. Aproximadamente 3 anos e meio. Outras pesquisas afirmam um período de 10 anos ininterruptos. Mesmo assim, daria para ficar bom em várias coisas, contando a expectativa de vida atual. O que nos guia para estas limitações? A mente preguiçosa, proteladora, guiada para a busca do prazer momentâneo em um mal entendimento de que o mesmo é felicidade.

Ser inteligente é não ser descuidado. É procurar lapidar-se a cada segundo, porque homens não podem ser descuidados. Não nascemos para sermos vistos como coitados, mesmo em uma época em que o coitadismo e o parasitismo virou moda. Alguns falam em adaptar-se, mas este é um ditame moral. O importante é saber traduzir os significantes e significados, ENTENDER o que acontece e fazer uma decisão CONSCIENTE, controlando seus atos e diminuindo seus impulsos e atos falhos.

Feito isso, a preguiça, a mãe dos derrotistas, passará longe de ti. Você ficará apegado a satisfação de estar se edificando, mesmo sem recompensa direta. Porque, o importante mesmo, é SUAR A CAMISA.

Que diabos, a vida não tem sentido. Pode ter a religião que for, tenho certeza que, no âmago existencial de cada um, já sentiram o vazio da existência. Normal. O importante é não ficar parado, ser guiado pela AÇÃO. Uma coisa importante que sempre levei comigo: MOVER-SE NÃO É AGIR. Seja econômico nos seus movimentos, mas seja certeiro, preciso, mortal. Seja na sua vida profissional, seja na vida pessoal, seja em um treino com pesos ou uma luta. Use todos seus neurônios, sinta a mente queimar, trabalhe como se sua vida dependesse disso. Com o tempo, este foco e dedicação não se torna cansativo, se torna relaxante, meditativo. Quem já treinou muito ou gosta de lutar talvez já tenha sentido a sensação de estar inteiramente no presente, concentrado ao máximo, sentindo cada coisa que está acontecendo. Isto também é inteligência. Pegar todas estas variáveis e, em uma fração de segundo, tomar a melhor decisão.

Guiem vossas vidas com fervor e estratégia, o melhor dos dois mundos. A garra, o espírito queimando por dentro para realizar coisas e a mente fria para que o corpo aja precisamente no momento certo, do jeito certo. No fim, é questão de trabalharmos perspectivas, formas de vermos o que fazemos e COMO fazemos, sem colocar o ego na jogada, porque um homem guiado pelo ego ou pelos prazeres sempre coloca tudo a perder.

Isso me lembra uma excelente história da Segunda Guerra:

Quando os Ingleses capturaram os oficiais alemães, eles não colocaram eles em um campo de prisioneiros. Em vez disso, eles colocaram os oficiais em uma linda mansão e encheram os alemães de ótimas refeições e bebidas, também permitindo ouvirem a rádio alemã e lerem jornais para se atualizarem da guerra. Cada um tinha seu quarto e um servo, e eram tratados como oficiais da própria Inglaterra.
Claro, os oficiais tinham muito para conversar, mas, sem eles saberem, os Ingleses tinham enchido a mansão com escutas e tinham um time de oficiais de inteligência trabalhando no porão. As informações que eles conseguiram foi bem mais efetiva que arrancar unhas. Eles aprenderam muito sobre o relacionamento entre os comandantes e Hitler, além de aprenderem MUITO sobre a estratégia militar alemã e todas as táticas utilizadas pelo topo, o mais alto escalão.

Fala sobre inteligência, fala sobre segurar o ego em detrimento de uma causa maior e sobre paciência, pois os resultados não são do dia para a noite. Utilizaram a gana de vencer e a vontade de destruir os alemães para destruí-los de uma forma bem mais efetiva, mesmo que fosse mais dispendiosa.

Antes de se perguntarem porque não conseguem tocar aquela escala tão desejada ou improvisar no instrumento ou lutar tão bem ou simplesmente estudar aquela determinada matéria, usem a inteligência e a estratégia para chegarem no seu objetivo.

Agora está na hora de tirarem as bundas das cadeiras, saírem deste computador e aplicar o leram aqui, porque saber muito sem aplicar é ter boa memória, afinal, para entender precisa-se aplicar. AGIR.

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