A diferença entre paixão e amor

Incansáveis perguntas no meu ask que giram em torno disso. As pessoas – perdidas pelos devaneios febris da modernidade – se encontram perdidas em questões básicas, claras como a luz do dia. Uma pena. Se o básico acerca do âmago humano não é compreensível, imagine questões mais profundas/metafísicas? Sinto um certo pesar por receber tantas perguntas acerca de algo tão básico, afinal, muitos de nós já amamos (Eros principalmente – veja os tipos de amor aqui) e já nos apaixonamos. Já sofremos por isso (e não é POR AMOR, mas pelo fato da nossa idealização e centralização de uma carga afetiva e ansiosa em outrem, ou seja, sofremos por depositar no EXTERNO) e existem inúmeras músicas e poesias sobre o assunto, onde é uma pena que sejam concentrados principalmente nas paixões (porque são sorrateiras e, quando incendiam, fazem grande estrago), porque o Amor é muito mais belo. Não há mensuração para isso, e se não és cristão, pensem nos vossos pais: por mais errados que sejam, muitos cuidam dos filhos da maneira que podem. Por mais que não saibam bem o ofício, tentam. Infindavelmente. Esta persistência, esta ‘aposta’ no outro, esta empatia poucos conseguem dar ao próximo.

Eis a minha opinião sobre a diferença entre os dois:

Paixão é a cabeça do fósforo e o amor é o palito.

Quando você risca, é rápido, faísca, vem uma chama e tudo é muito bonito, mas, no fim fica só um palito. Se você guardar o palito, não se apegar ao fato que a chama já passou e valorizar aquele singelo momento que o palito produziu fogo, então terá um relacionamento duradouro e pleno.

Esta é a diferença.

O Amor Ágape é o cristão. É mais do que o amor de Neruda, de Picasso, de Vinicius de Moraes… ele é um Amor profundamente enraizado no nosso espírito. Não precisas ser cristão para entender isto, porque o Universo não vai lhe podar a coisa mais bela do mundo – basta buscar dentro de si, seja qual religião ou doutrina siga.

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjose não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciênciae ainda que tivesse toda a de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria. O Amor é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdadeTudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.” Coríntios 13


Faísca-a-risca, cadê meu pai?

Vou me cansar?

Vou me amparar?

Abençoe com fogueira este campo.

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