Como dizem a maioria dos pais: O que você quer da vida?

Não é o crítico que importa, nem aquele que mostra como o homem forte tropeça, ou onde o realizador das proezas poderia ter feito melhor. Todo o crédito pertence ao homem que está de fato na arena; cuja face está arruinada pela poeira e pelo suor e pelo sangue; aquele que luta
com valentia; aquele que erra e tenta de novo e de novo; aquele que conhece o grande entusiasmo, a grande devoção e se consome em uma causa justa; aquele que ao menos conhece, ao fim, o triunfo de sua realização, e aquele que na pior das hipóteses, se falhar, ao menos
falhará agindo excepcionalmente, de modo que seu lugar não seja nunca junto àquelas almas frias e tímidas que não conhecem nem vitória nem derrota. Theodore Roosevelt

A arte da guerra está em todos os campos da vida e seus ensinamentos ecoam pela eternidade. Os japoneses, por exemplo, adaptaram o Bushido para o mundo dos negócios e o samurai moderno é justamente o funcionário corporativo com seu ponto a bater e metas a cumprir. O segredo não é japonês, os gregos já falavam: encaixe social. Um indivíduo que se encaixa socialmente buscando o bem comum pelo amor das coisas por si só (como o matemático que não calcula para ser Ph.D. tampouco para ter um salário maior, mas simplesmente porque gosta de calcular) desenvolve e fortalece a nação/sociedade em que vive de uma maneira inimaginável, gerando o que chamamos, de forma demasiada especulativa, de ‘vida boa’.

Mas, de forma concomitante, existiram indivíduos excepcionais que nos fazem idolatrá-los e, em sua maioria, pensar: queremos ser um grande homem como tais. O que esquecemos é que todo grande homem tem uma característica peculiar que fica escondida sob sua persona enaltecida pela sociedade: subserviência. Todos os grandes foram grandes servos para serem grandes homens e é isto que nossa sociedade atual, principalmente a ocidental – estruturada de forma egóica e vaidosa, não entende.

Pensem sobre isso. É a vida de vocês que está em jogo. Eu não estou ‘vendendo’ algo como vendem a perfeição de ser líder: muitos devem entender qual a vida que querem e não a aparência que desejam. Alguns não crescem na vida porque são somente vaidosos e a vaidade os levará como um lorde tailandês no meio de uma guerra de dinastias que fez-se de foragido para trair o lado de oposição do seu senhor por simples ganância e acabou sendo afogado com um grande tesouro pregado nas suas mãos com pregos , tesouro este oferecido pelo Senhor feudal em lição para o mesmo: a ganância em detrimento dos valores tem cheiro de morte.

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A vida é um eterno combate, certamente, e devemos estar prontos nos definidos papéis se quisermos chegar em algum lugar realmente digno, ou seja, o que chamamos de ‘vida boa’ – que é bem maior que uma vida de confortos materiais ou tampouco prazeres hedonistas de toda sorte.

Penso eu que o verdadeiro regojizo da vida é este que Theodore acima descreveu: estar na arena. Estar no meu trabalho, fazendo o que eu sei, da melhor forma possível. Treinando da melhor forma que consigo. Exercendo meus papéis sociais de forma fidedigna e sem hesitação. E assim deixo minha mensagem para vocês, juntamente com o desafio: o que vocês querem da vida?

A admiração alheia é uma brisa que passa e não nos acrescenta nada. Menos vaidade e mais valor existencial nos faz necessário para sermos grandes homens.

PS: O post foi feito para lembrar-lhes que todos falam do ‘vitorioso’, mas não existem 10 primeiros lugares. Aquelas corridas vagabundas que todo mundo ganha medalha é justamente o excesso de ode a motivação baseada na premiação e nas palavras bonitas.

Então… o mundo apesar de bonito e cheio de coisas prazerosas e boas é um lugar sujo e asqueroso? Também. Sempre irão existir ambas visões, ambos mundos. E o problema em se guiar nas palavras bonitas é quando vierem as palavras ruins: maioria se reprime, deprime e se irrita. A vida não é só sucesso, apesar de que alguém pode fazer da sua (vida) uma jornada só de fracasso. Ser o primeiro lugar em ser o último é bem fácil, por sinal. Condicionem-se não com as comidas boas, palavras bonitas, textos motivadores, usuários cuspindo sucesso, carros brilhantes, sites afrescalhados lhes prometendo tudo que sempre sonharam.

Condicionem-se a SEREM QUEM VOCÊS SÃO FAZENDO O QUE VOCÊS QUEREM FAZER PARA SE TORNAREM O QUE DESEJAM. E se não conseguirem, pelo menos tentaram. E isto é mais valioso que qualquer troféu e a verdadeira vitória: mesmo derrotados, vocês terão o pragmatismo de não dar o gosto para a inércia e a inutilidade. Vocês odeiam serem humilhados, passarem dificuldades? Têm medo de sofrerem diversas dificuldades e se encontrarem a mercê da sociedade?

Tenham mais medo de não serem vocês. Eu recebi alguns emails acerca deste post e este foi o complemento. Não me façam desistir de postar por achar que estou jogando pérolas aos porcos.

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6 pensamentos sobre “Como dizem a maioria dos pais: O que você quer da vida?

  1. Olá Azoth

    Li no backup do seu ask, uma opinião sua sobre o Gustavo Gitti e o site Papo de Homem. Esse cara também faz parte de algo chamado “O lugar” http://olugar.org/aberto/

    No seu ask vc disse que ele é um embusteiro e tal, mas não disse as razões do pq achar isso dele (até pq ninguém te perguntou).

    Se puder dizer os pqs de achar isso e a sua opinião sobre esse tal de “O lugar”, ficarei muito grato, pois é sempre bom ouvir criticas acerca de conteúdos, que são vendidos (pelo menos de acordo com a propaganda) com o objetivo de ajudar as pessoas.

    Um abraço!

    • Fala Richard, eu não acho de bom tom falar dos outros nos comentários do blog porque dá margem para debates acirrados em um ambiente onde o clima que deve imperar é o de companheirismo e calmaria, mas como estou muito solícito hoje, vou fazer vista grossa, até porque acredito que será um bom serviço a comunidade.

      Quem acompanhou o PdH desde o começo (como eu e alguns outros) viu a mudança extrema que o blog sofreu com o tempo, que passou de uma tentativa mais completa de um Art of Manliness brasileiro para uma união de mentes distorcidas e corroídas pela mistura de new age, pieguismo e moda yuppie em pleno século XXI.

      Não julgo todos os que participam de lá, até porque sei que eles sempre foram centralizadores de artigos, mas posso disser que, em sua grande maioria, são pessoas com estilos de pensamento (bem como de vida) que considero extremamente destrutivos para o ser humano, quanto mais do sexo masculino.

      O relativismo, o pieguismo cultural, o hedonismo tranvestido de cult, oras, isto tudo faz parte do que hoje é feito o PdH. Também é importante ressaltar o fator Enéas que caía na política e hoje cai nos blogs: Blogueiro de sucesso é geralmente falho em outros aspectos da vida, então decide virar ‘blogueiro’. Sempre achei que o dito cujo se encaixa em tal comparação. Cara de classe média que vive da trepação e curtição para filosofar espiritualidade – de preferência com toques de hinduísmo e budismo, a nova moda da sociedade ocidental.

      Então como sou uma pessoa que procura coisas coerentes, não consigo ver uma coerência grande em falar de melhor como ser humano e ter uma construção nada virtuosa, baseada em conceitos distorcidos de vários temas interessantes para apoiarem a vida Buda HiTrend 2.0

      Fuja da ajuda premiada de marketing. Acho que até o Doutrina falou de livro e coisas do tipo, mas sou do tipo que não concordo com isso de Cabana PdH ou porcarias do tipo se forem PAGAS: se algum dia eu for ganhar dinheiro com ajuda ao próximo, que seja não com a ajuda em si, mas com o suor do trabalho convertido em algo – como um livro, por exemplo.

      Certo, certo, irão me falar que estamos no séc. XXI, que sou um atrasado e que hoje em dia temos a Web 2.0 por aí para criar novas formas de ganhar dinheiro. Que seja. EU acho doentio a mercantilização da ajuda ao próximo e ponto final.

    • Pô Basílio, eu tive meus momentos de introspecção e alguns objetivos também da vida mundana estão sendo alcançados.

      Vou procurar produzir algo estes dias, ainda estou devendo o vídeo para o pessoal, então talvez eu fale também de treino e masculinidade.

      Ah, eu não sumi totalmente: sempre estou de olho se alguém me pergunta algo ou precisa de alguma coisa, seja via blog seja via email.

      Abraço e grato pela consideração.

  2. Pingback: Pensamentos Aleatórios 5 | Nuvem de giz

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