Pensamentos livres

Decidi inaugurar tais tipos de posts para não me sentir pressionado a simplesmente criar algo bem construído sobre um tema específico.

O mundo sempre foi complicado: há tempos de bonança/fartura e de sofrimento/falta, mas sempre parece mais longo quando caímos na época de falta, como agora. A política sempre foi ridiculamente corrompível, mas, atualmente, está mostrando suas falhas de forma brutal, aquele tipo de notícia que derruba o cidadão médio com 2 páginas lidas de qualquer veículo de informação lido. Impressionante. Mas olhem, não só isso: há uma perda de valores extremos, em um nível que você, hoje, se torna AUTOMATICAMENTE, sem perceber, absolutamente prático e existencialista. Foda-se a essência, meio que não importa isso na esmagadora passagem dos nossos dias. Esperamos a próxima conta, o próximo carro, a próxima foda, o próximo texto, algo que nos dê algo novo e libere alguns segundos de endorfina para esquecermos – brevemente – do que nos cerca.

O impressionante é que esta dose viciante de hábitos nefastos, daqueles que nos empurram para baixo na roda da existência, é absolutamente normal, factível, até idolatrado, justificado, rotulado e vendido como algo bom. O que você sente? Não importa isso e, principalmente para o homem médio, não importa MESMO. Isso é coisa de vagabundo, depressivo, retardado, mulher, etc. O sentir e o pensar de forma mais profunda buscando uma integridade existencial são absolutamente rechaçados, corrompidos sob a égide que o verdadeiro homem ou a verdadeira mulher são aqueles que possuem, em sua natureza, a dose profunda de energia que representa seus gêneros (e onde teríamos PISTAS para buscar o new age e a modernidade fizeram o favor de deturpar em um nível esdrúxulo, inútil, caricato).

Em incansáveis posts eu me deparei com o mesmo tema abordado de forma basilar: como viver uma boa vida? o que realmente vale a pena? como eu sei que sou uma pessoa de valor? o que seria este valor? o real parâmetro de alguma coisa é a felicidade, o sofrimento, o que é?… Mas, no final, o que a maioria quer é algo inútil, ao ponto do ridículo: como consigo tal mulher, como obtenho tal emprego, como ser mais foda em algo?  Vocês não percebem quão minúsculas são tais questões? Que as mesmas exigem disciplina, esforço, dedicação e brio de correr atrás e que nenhum anônimo, blogueirinho ou qualquer merda do tipo irá dar para vocês? Ou, por Deus, vocês acham que um grande profissional, independente em termos financeiros, saiu procurando na internet como dar-se bem? Não é BEM CLARO que requer uma dose de motivação e esforço hercúleo para tal, no qual a constância irá guiar vossos passos?

Estas coisas não se discutem, se trabalha duro e pronto. Minha opinião é essa e tenho dito. Aí o cara depois sai perguntando por meses para um monte de anônimo, acaba não estudando por causa da ansiedade oriunda de obter respostas, não consegue nada e depois fica chorando pelos cantos, julgando-se incapaz, sendo que, de esforço mesmo, não dispendeu metade do que gastaria para comer uma vadia há 50000 km daqui caso uma bela mulher de caráter duvidoso desse mole (afinal, tanto homens quanto mulheres se atraem pelo que não presta, sim, é um axioma e o nomeio axioma do escravo).

‘Ah, Azoth, então você se acha elevado o bastante para ser passível de dizer o que se deve ou não discutir?’ Foda-se o que eu me acho. O que importa é que diabos este texto vai significar ou fazer contigo e eu espero que dê um belo chute na bosta das suas bolas toda vez que pensar de forma mecânica sobre algo.

E vou ser sincero: o que me motiva um post desses é o diabos de vida vazia que o pessoal se predispõe a levar, sempre pensando em algo extremamente banal para povoar suas mentes. É um tédio atualmente sentar para conversar com qualquer pessoa, é um papo limitado, banal, beira o ridículo. E nada digo de assuntos de cunho ‘elevado’ intelectualmente, pois há muito conheço pessoas que não se questionam profundamente sobre nada, buscam nos livros um ego de erudição para cuspir por aí. Estou falando de sinceridade de pensamento/ação em relação à vida.

Quer relar o pau por aí? Ser rico? Ter alto grau de alguma coisa? Saia da internet, desligue seu computador e faça alguma coisa. Só isso. Sem encheção de saco e punhetação mental.

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Um pensamento sobre “Pensamentos livres

  1. Pareceu até uma indireta pra mim. Tenho que colocar um fim definitivo em toda masturbação mental e procrastinação em minha vida. Excelente texto Azoth, curto e objetivo.

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